O Brasil acaba de receber uma confirmação que todo profissional de marketing e todo empresário que investe em comunicação precisa conhecer: somos o mercado publicitário com o crescimento mais rápido do mundo em 2026.

Não é força de expressão. É dado concreto.

Segundo o relatório Global Ad Spend Forecasts, publicado pela Dentsu uma das maiores consultorias de mídia e marketing do planeta , o investimento em publicidade no Brasil deve crescer 9,1% em 2026, o maior índice entre os 12 principais mercados analisados no estudo, que cobre 56 países ao redor do globo.

Para efeito de comparação: a média global de crescimento projetada é de 5,1%. O Brasil cresce quase o dobro do mundo.

O contexto global: um trilhão de dólares em publicidade

Antes de mergulhar no que acontece aqui, vale entender o cenário maior.

2026 será o ano em que o mercado publicitário global cruzará, pela primeira vez na história, a barreira de 1 trilhão de dólares. A Dentsu projeta que o investimento total chegue a US$ 1,04 trilhão um marco que sinaliza não apenas crescimento numérico, mas uma mudança estrutural no papel que a publicidade ocupa na economia global.

Esse crescimento acontece em um ritmo superior ao da própria economia mundial. Enquanto o PIB global deve avançar cerca de 3,1% (conforme estimativas do FMI), a publicidade cresce 5,1%. O que isso significa? Que as marcas estão apostando mais em comunicação do que o crescimento geral justificaria porque sabem que num ambiente cada vez mais competitivo, quem não aparece, não existe.

O relatório da Dentsu nomeia esse novo momento como a “Era Algorítmica”: um período em que algoritmos e sistemas de inteligência artificial passam a mediar cada vez mais as interações entre marcas e consumidores. Nesse cenário, a descoberta de uma marca, o engajamento com ela e até a decisão de compra são progressivamente influenciados por sistemas automatizados, dados em tempo real e personalização em escala.

O Brasil em destaque: por que crescemos tanto

Estar no topo do ranking de crescimento publicitário não é um acidente. O desempenho do Brasil reflete uma combinação de fatores que criam uma janela de oportunidade única para as marcas que atuam aqui.

A Copa do Mundo como motor de investimento. 2026 é ano de Copa do Mundo da FIFA, e o Brasil país em que futebol é cultura nacional antes de ser esporte tende a reagir a esse evento com um aumento expressivo no consumo e no investimento publicitário. Marcas de todos os setores aproveitam o contexto para aumentar presença, lançar produtos e reforçar posicionamento. O volume de verba que circula em um ano de Copa tem impacto direto nos indicadores do mercado publicitário.

As eleições presidenciais. 2026 é também ano de eleições no Brasil, o que historicamente eleva os investimentos em comunicação. Não apenas nos partidos políticos mas em todos os setores que se beneficiam do aumento geral de atenção e consumo de mídia que acompanha períodos eleitorais.

A retomada após 2025. A Dentsu aponta que o desempenho acima da média do Brasil em 2026 reflete também uma recuperação após um 2025 mais conservador em termos de investimento. Marcas que seguraram verba no ano anterior tendem a retomar e ampliar investimentos quando o ambiente econômico se estabiliza.

A digitalização acelerada. O Brasil é um dos países mais conectados do mundo e tem um consumo intenso de redes sociais, vídeo online e plataformas digitais. Esse comportamento cria um ambiente fértil para a publicidade digital, que continua crescendo em participação no mix de investimento das marcas.

O digital domina mas a TV ainda é rainha no Brasil

Um dado que chama atenção no relatório é a particularidade brasileira em relação à distribuição dos investimentos publicitários.

Globalmente, 68,7% de todo o investimento em publicidade está no digital. O mundo já é majoritariamente digital quando o assunto é verba publicitária.

No Brasil, o cenário é diferente: a televisão ainda responde por 42,3% do investimento total, segundo dados do Cenp-Meios. Isso coloca o Brasil em uma posição única um mercado digital vibrante e em expansão, mas onde a TV aberta mantém relevância que já não existe em economias mais avançadas.

A explicação está nos números de consumo: 93,9% dos internautas brasileiros assistem televisão, com uma média de mais de 17 horas por semana. Três quartos da população conectada ainda assiste TV linear. Isso faz com que estratégias que combinam TV e digital tenham um potencial de alcance que poucos mercados no mundo conseguem oferecer.

Para as marcas, isso significa que a estratégia omnicanal que integra televisão, vídeo online, redes sociais, mídia exterior e publicidade digital tem uma oportunidade particularmente rica no Brasil. Não é preciso escolher entre o tradicional e o digital: os dois coexistem e se complementam de forma que cria oportunidades únicas.

O que cresce mais rápido dentro do digital

Para quem quer saber onde as verbas estão se movendo dentro do ecossistema digital, o relatório da Dentsu aponta tendências claras:

Retail media (mídia do varejo): crescimento projetado de 14,1% em 2026, o mais acelerado entre todos os canais digitais. Essa modalidade anúncios dentro de plataformas de e-commerce e varejistas digitais ganhou força porque atinge o consumidor no exato momento da decisão de compra, com dados de comportamento que nenhuma outra plataforma tem.

Vídeo online: crescimento de 11,5%. O formato continua sendo o mais consumido e o que gera maior engajamento em praticamente todas as faixas etárias e perfis de público. Para marcas que ainda não investem em vídeo, 2026 é o ano de mudar isso.

Redes sociais: crescimento de 11,4%. Instagram, TikTok, YouTube e LinkedIn continuam atraindo verba publicitária em ritmo acelerado, impulsionados pela sofisticação crescente das ferramentas de segmentação e pelo aumento do tempo que os brasileiros passam nessas plataformas.

Publicidade programática: a Dentsu aponta que mais de quatro quintos de todo o investimento digital já será transacionado de forma programática ou seja, via compra automatizada de mídia por algoritmos. Isso confirma a dominância da IA na operação da mídia paga.

A Era Algorítmica e o que ela exige das marcas

O conceito que a Dentsu coloca no centro do relatório a “Era Algorítmica” não é apenas uma descrição técnica do mercado. É um alerta estratégico.

Em um ambiente onde algoritmos determinam o que as pessoas veem, o que curtem e o que compram, a invisibilidade se torna o maior risco de uma marca. Não aparecer no feed, não ser recomendado pela plataforma, não rankear nos resultados de busca em 2026, isso é equivalente a não existir para uma parcela crescente do público.

Mas a Era Algorítmica também cria uma armadilha: quando tudo é otimizado por algoritmo, o risco de padronização é alto. Marcas que se deixam definir completamente pela lógica algorítmica tendem a produzir conteúdo e mensagens que parecem idênticos aos dos concorrentes porque estão todos respondendo aos mesmos sinais de performance.

É por isso que a diferenciação genuína narrativa própria, voz de marca consistente, autenticidade na comunicação se torna ainda mais valiosa nesse contexto. O algoritmo distribui. Mas o que ele distribui precisa ser diferente o suficiente para que as pessoas parem, prestem atenção e se conectem.

O que esse cenário significa para o seu negócio

Se você é empresário ou gestor de marketing no Brasil, os dados da Dentsu têm uma mensagem clara: o mercado está crescendo e os investidores estão apostando na comunicação. Quem ficar de fora dessa expansão vai perder espaço para concorrentes que entenderem o momento.

Isso não significa aumentar o orçamento de forma indiscriminada. Significa investir com estratégia:

Entender onde o seu público está. A distribuição entre TV, digital, redes sociais e varejo digital é diferente para cada segmento e cada perfil de audiência. Uma estratégia eficaz parte do mapeamento de onde o consumidor da sua marca consome mídia não de onde todo mundo diz que “precisa estar”.

Apostar no conteúdo que dura. Em um ambiente de crescimento de investimento, o risco de desperdiçar verba em conteúdo genérico também cresce. Qualidade de mensagem e autenticidade de marca são ativos que valorizam ao longo do tempo diferente da mídia paga, que funciona enquanto o investimento está ativo.

Combinar eficiência e humanidade. A Era Algorítmica pede eficiência operacional IA, dados, automação, programática. Mas a diferenciação ainda vem de onde sempre veio: de uma marca que as pessoas reconhecem, confiam e escolhem. Equilibrar essas duas forças é o desafio central do marketing em 2026.

Não esperar o momento perfeito. O mercado está em expansão agora. Empresas que constroem presença e autoridade durante períodos de crescimento chegam em vantagem nos momentos de desaceleração. A janela de 2026 Copa do Mundo, eleições, retomada econômica é uma oportunidade que não se repete.

O papel de uma agência nesse contexto

Em um mercado que cresce 9,1% ao ano e onde a sofisticação das ferramentas aumenta na mesma velocidade, a diferença entre investir com estratégia e jogar dinheiro fora nunca foi tão grande.

Uma agência de marketing digital que entende o cenário global mas que opera com o conhecimento profundo do mercado brasileiro é o parceiro que transforma dados de mercado em decisões concretas para o negócio. Que traduz o que a Dentsu chama de “Era Algorítmica” em ações práticas para uma marca real, com orçamento real e objetivos reais.

Não existe receita universal. Existe análise, estratégia, execução e ajuste contínuo. Isso é o que separa crescimento consistente de resultados pontuais.

Conclusão: o Brasil é o melhor lugar do mundo para investir em publicidade em 2026

Os dados são claros. O maior crescimento entre os principais mercados globais. Um ambiente único que combina TV e digital em proporções que não existem em nenhum outro país. Eventos de grande porte que elevam a atenção e o consumo. Uma população digitalmente ativa e engajada.

O Brasil em 2026 é uma oportunidade. A questão é: a sua marca vai aproveitá-la?

Na Arroba Design, acompanhamos de perto as tendências do mercado para garantir que as estratégias dos nossos clientes estejam sempre à frente não correndo atrás do que já passou. Se você quer entender como posicionar sua marca para capturar o crescimento que está acontecendo agora, o próximo passo começa com uma conversa.

Vamos falar sobre a estratégia da sua marca para 2026?

Fontes: Dentsu Global Ad Spend Forecasts (dezembro de 2025) | Cenp-Meios | Digital 2026: Brazil

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